Distrito 9 é o nome de uma favela localizada na área metropolitana de Johanesburgo, a maior e mais desenvolvida cidade da África do Sul.
Como em toda favela, nela nos deparamos com muita pobreza, crime, violência e moradores insatisfeitos com sua triste e insalubre condição de vida.
A diferença é que o Distrito 9 não é uma favela qualquer.
Em meados de 1982, uma imensa espaçonave havia irrompido nos céus da cidade, para o espanto de toda a humanidade.
Nada aconteceu. Nenhum ataque, nenhuma mensagem para os seres humanos. E assim permaneceu, por dias.
Até que o governo sul-africano, sob os olhos do mundo, decide invadir a nave e se depara com uma população de mais de 1,5 milhões de extraterrestres sujos, subnutridos, amedrontados e doentes depois que sua nave parou de funcionar.
Incapazes de retornar ao seu planeta, o governo acolhe os milhares de alienígenas em uma área fechada da cidade para evitar uma possível epidemia e recuperá-los.
Vinte anos se passam e esta área acaba se tornando uma imensa favela, enquanto as criaturas, apelidadas pejorativamente de camarões, passam a ser vistas com hostilidade e preconceito por seus vizinhos terráqueos.
No centro desses acontecimentos está Wikus Van De Merwe (Sharlto Copley), um burocrata que ganhou o comando da operação que tinha por objetivo transferir os “camarões” para um novo “complexo habitacional” longe da convivência com os humanos.
Para isso, entra em cena a Multi-National United (MNU), uma empresa que visava obter lucros explorando a tecnologia extraterrestre, especialmente suas armas. Mas para que as tais armas fossem ativadas era necessário o DNA dos visitantes do espaço.
A tensão entre humanos e alienígenas aumenta quando Van De Merwe acaba se contaminando com a tecnologia genética dos extraterrestres e passa a se transformar num híbrido entre humano e alienígena.
A partir deste ponto ele se torna alvo não apenas dos mercenários da MNU, já que ele era o único a poder utilizar a tecnologia bélica dos extraterrestres, como passa a sentir na pele todo o preconceito e ódio que ele mesmo compartilhava.
O filme claramente enxerga os extraterrestres como uma representação das minorias que ao longo dos séculos foram massacradas pelas classes dominantes e só o fato de trazer uma história ambientada no país de Mandela é algo que naturalmente confere uma imensa dimensão simbólica à narrativa.
Ainda assim, não seria difícil extrair, do roteiro escrito por Blomkamp e Terri Tatchell, referências ao Holocausto (os campos de concentração, as medidas para “controle de população”) ou mesmo à política terrorista da era Bush, que empregou a retórica política para fins belicistas e econômicos.
Aliás, com algum esforço é possível até mesmo enxergar, em Distrito 9, um pequeno manifesto contra as condições miseráveis em que vive boa parte da população do Terceiro Mundo, como nas cenas em que vemos adultos e crianças alienígenas buscando comida no lixo.
No que diz respeito aos aspectos técnicos, os efeitos visuais do projeto são impecáveis: das criaturas alienígenas, cujos movimentos são concebidos com imensa fluidez, à armadura robótica vista no fim do filme, passando pela maquiagem empregada em diversos momentos da projeção.
A abordagem pseudo-documental, dá ainda um tom mais factível e impactante para o expectador, principalmente nos depoimentos dos moradores de Johanesburgo e nas inúmeras cenas de violência explícita. Sem mencionar a atuação visceral e surpreendente de Sharlto Copley, na pele do apalermado Wikus.
Wikus, aprendendo o que significa ser indesejado
Mas, o principal mérito da película é mostrar o que há de pior em todos nós: a cobiça, o medo, a intolerância, a violência e a forma como nos transformamos diante do desconhecido e do diferente.
Sem astros famosos no elenco, mas com uma história envolvente e direção segura, alicerçada por efeitos especiais primorosos, uma eficiente campanha publicitária e a benção de Peter Jackson (Senhor do Anéis, King Kong), Distrito 9 inverte todos os clichês do filmes sobre invasões alienígenas, e é um exemplo de como o gênero sci-fi continua vivo e criativo.
FICHA TÉCNICA
Gênero:Ficção CientíficaDuração: 112 min Origem: Nova Zelândia - África do Sul Estúdio: Columbia Pictures Direção: Neill Blomkamp Roteiro: Terri Tatchell, Neill Blomkamp Produção: Peter Jackson Estréia - EUA:14 de Agosto de 2009 Estréia - Brasil: 16 de Outubro de 2009 Elenco: Sharlto Copley (Wikus Van De Merwe), Jason Cope (Grey Bradnam), Nathalie Boltt (Sarah Livingstone), Sylvaine Strike (Dra. Katrina McKenzie), John Summer (Les Feldman), William Allen Young (Dirk Michaels), Elizabeth Mkandawie (Entrevistadora), Greg Melvill-Smith (Entrevistador).
Aproveitando a deixa do grande sucesso que o segundo filme da franquia Transformers fez (mesmo achando que o primeiro foi bem melhor) e do quanto robôs grandalhões fizeram e continuam fazendo parte do imaginário de muita gente, em especial da galera que vivenciou o auge da TV Manchete, decidi fazer uma listinha básica com os melhores exemplares que a ficção nos brindou.
E quando se fala em robôs e ainda por cima robôs gigantes, a gente lembra imediatamente de qual país mesmo? Ahhh sim, do Japão com certeza. Não é por acaso que, como vocês irão ver, oito dos dez listados vem da terra do senhor Miyagi, não é mesmo, Daniel San?
A terra do sol nascente é reconhecidamente famosa pelas séries e animes com essa temática, que por sinal se tornaram parte da cultura nipônica. Só para vocês terem uma idéia, a imagem que inicia este post é de uma estátua de 18 metros de altura erguida numa praça em homenagem a série de maior sucesso por lá, a série Gundam.
Esses japas são de outro mundo, não? Só acho estranha essa mania de sempre fazerem coisas grandiosas demais. Seria mesmo para compensar outras coisas?
Enfim, deixando de lado essa importante questão filosófica, vamos lá ver quem são os maiores gigantes de lata que já pisaram nesse pequeno planeta azul:
10º lugar: Eva-01
O Evangelion Unidade 01 ou simplesmente Eva-01 é o segundo protótipo construído pela NERV, uma organização paramilitar criada para combater seres monstruosos chamados Angels (não, não são os dançarinos da Angélica), que, para variar, querem varrer a humanidade do mapa.
Contudo, o Eva-01 não é apenas uma simples máquina de combate. Ele é uma máquina de combate criada a partir de Lilith, um dos Angels caídos, que teria sido a primeira mulher de Adão.
Como assim, cara-pálida? Tu ta me dizendo que esse robô magricela e que tem o mesmo estilista do Coringa, foi feito a partir de uma entidade angelical e que essa entidade teria sido a primeira mulher de Adão, o mesmo da Bíblia?
E eu respondo: por incrença que parível é bem por ai mesmo (não tenho culpa que esses japas são loucos de pedra, né?).
E não apenas isso, ele também é controlado mentalmente por um garoto chamado Shinji Ikari, um dos adolescentes que foram treinados, com a ajuda dos membros da NERV, para usar os EVAs (por serem compatíveis com os mesmos) com o intuito de detonar os Angels.
Então você ta dizendo que esse robô gigante anoréxico foi criado a partir de um desses tais Angels, que são seres angelicais, e que esses mesmos seres querem destruir a Terra? E que, ainda por cima, nosso chifrudo amigo é controlado por um pirralho?
Esses meus leitores me matam de orgulho! É isso mesmo! E acredite, toda essa história tornou Neon Genesis Evangelion uma das séries de maior sucesso não apenas no Japão, como em vários países, incluindo a nossa querida e amada terra brasilis.
Por isso mesmo, o caçador de anjos-caídos-vingadores-que-querem-dar-um-pé-na-bunda-da-raça-humana fica com o décimo lugar!
9º lugar: Gigante de Ferro
Esse queixudo robô de 30 metros de altura, vindo de outro planeta, cai nos arredores de uma cidadezinha costeira americana em pleno início da guerra fria, época em que o governo americano suspeitava de conspirações internacionais até mesmo em reuniões de condomínio.
Na queda, ele se choca contra uma estação de energia e acaba sendo salvo por um garotinho chamado Hogarth e os dois começam uma grande amizade, que é ameaçada pela vinda de um agente do governo americano, que chega à cidade para investigar as estranhas ocorrências ligadas ao tal Gigante de Ferro.
A partir daí, Hogarth tem a árdua missão de esconder seu amigão de lata e protegê-lo de virar ferro velho pelas mãos do exército americano.
O que se mostra uma tarefa meio complicada, já que o grandalhão devora tudo que é feito de metal (pelo menos tinha uma dieta rica em ferro e outros minerais, né?) e mostra ter um lado sombrio cada vez que algo ameaça seu amiguinho ou ele mesmo.
E quando isso acontece, ele põe em ação seu ultra-mega-blaster-devastador arsenal de armas, que facilmente poderia dizimar nosso planeta algumas zilhares de vezes.
E parece que era exatamente para isso que ele teria sido mandado para cá, mas como na aterrissagem ele levou uma senhora pancada na muleira, sua programação original foi danificada (alguém ai lembrou de um certo Saiyajin?).
No fim, o Gigante de Ferro acaba tendo que salvar o planeta de uma hecatombe nuclear, ocasionada pela triste mania da raça humana de querer eliminar tudo aquilo que é diferente e desconhecido.
Então, um robô gigante que tem mais coração que a maioria dos homens e ainda se sacrifica por uma raça que quer destruí-lo, não poderia deixar de ter seu nome lembrado por aqui, não é mesmo? Nono lugar para o amigo de Hogarth!
8º lugar: Robô Gigante
Qual seria o nome mais óbvio para se chamar um robô grande como um edifício?
Acho que foi isso que pensaram os criadores da série quando resolveram batizar nosso amigão com cara de esfinge, que por coincidência, é o mais velhinho de todos os gigantes metálicos aqui listados.
Se bem que acho que nem precisava ter dado essa dica, pois o visual faça-você-mesmo-em-casa, entrega tudo, não é mesmo?
Mas não se enganem pela aparência tosca e despretensiosa do nosso oitavo lugar, já que ele possuía um vasto arsenal equipado com jatos nas costas, que o permitiam voar, raios laser emitidos dos olhos, lança-chamas na boca, mísseis lançados pela ponta dos dedos e seu mais famoso golpe, o Soco de 1 Megaton, que levava qualquer inimigo a nocaute no ato (só faltou um peido tóxico que faria qualquer adversário perder os sentidos).
Ele foi construído pelo Bando Big Fire a mando do Imperador Guilhotina, do planeta Gargoyle, que como muitos alienígenas desocupados, não tinha outro hobby melhor que tentar dominar o terceiro planeta do sistema solar.
Contudo, os planos não saem como previsto, já que o único meio de comandar o Robô Gigante era um relógio de pulso com comando de voz único e que vai parar nas mãos do garoto Daisako, que passa a comandá-lo contra os monstros e outras ameaças enviadas pelo Bando Big Fire.
Ou seja, um caso típico do feitiço virando contra o feiticeiro.
Também, o que poderíamos esperar de um vilão chamado Imperador Guilhotina (que provavelmente era antepassado do Capitão Gancho) vindo de um planeta chamado Gargoyle (putz!) e que ainda teve a brilhante idéia de colocar o controle do robô num relógio de pulso?
Só podia dar em merda mesmo!
Dessa forma, por ter sido o primeiro Robô Gigante (em todos os sentidos!) a proteger a Terra de alienígenas megalomaníacos e sem noção, ele merece ter seu nome aqui!
7º lugar: Voltron
Voltron foi um anime que fez um sucesso danado nos Estados Unidos nos anos 80 e que por aqui só deu as caras através de algumas raras fitas VHs encontradas em poucas locadoras, geralmente esquecidas nas prateleiras dos filmes que ninguém vê e também no Cartoon Network, que resgatou o desenho e o exibiu até dizer chega ou até as fitas terem ficado brancas.
Por isso mesmo, se você nunca tinha ouvido falar desse robozão multicolorido, relaxem vocês não estão sós no mundo (ao contrário, são a maioria).
Aliás, Voltron não era um anime comum, na verdade foi a junção de dois animes (GoLion e Dairugger XV) produzidos pela Toei Animation e Bandai. E dessa mistura louca, nasceu Voltron. Lindo, não?
Enfim, a história era sobre um grupo de cinco garotos, que se uniram para lutar contra uma corja de alienígenas pestilentos, que tinham a pequena ambição de conquistar não apenas a Terra, mas todo o universo (é bom sonhar alto, mas assim é demais!).
Em meio a essa luta, nossos heróis se deparam com o lendário castelo que abrigava os cinco leões robóticos (eu jurava que eram cachorros), que unidos formavam Voltron, o defensor do universo!!!
A partir daí, os heróis se valiam do nosso amigão sem polegares (como será que ele pedia carona quando quebrava?), para lutar contra todo tipo de mostrengo e exércitos armados até os dentes dos piores seres do cosmo.
Mas, no final das batalhas, eles sempre acabavam mostrando para esses ET’s fajutos com quantos leões de metal se faz um robô gigante!
Era engraçado que o líder do grupo, que usava vermelho, pilotava o leão preto, enquanto o que usava preto pilotava o leão vermelho. Heróis daltônicos, tadinhos!
Assim sendo, por ter a ingrata missão de defender não apenas a Terra, mas todo o universo e por ser a série super sentai (heróis coloridos com robô gigante) animada mais famosa de todos os tempos, Voltron fica com o sétimo lugar por aqui!
6º lugar: Gundam Wing
Gundam Wing é a mais famosa série da franquia Gundam, que, como foi dito no início do post, é a série sobre robôs gigantes de maior sucesso no Japão.
Por aqui, Gundan Wing foi exibido no Cartoon Network e teve seu mangá publicado pela editora Panini, sendo a única adaptação do universo Gundam a dar as caras na terra de Carmem Miranda.
A história se passa num futuro em que a humanidade sofre com o problema da superpopulação e da degradação do meio ambiente (eu disse futuro?) e resolve construir colônias no espaço sideral, ao mesmo tempo em que procura recuperar o planeta. O resultado é o estabelecimento de gigantescos satélites artificiais ao redor da Terra.
Com a recuperação do padrão de vida terráqueo, a vida em ambos os sistemas parece caminhar para a perfeição. Mas há algo que os humanos não conseguiram eliminar ou transformar: sua ânsia por guerras.
E é ai que entra esse robozão todo estiloso, que juntamente com outros Gundans igualmente bacanudos, formam uma aliança em prol do fim dos conflitos na Terra e nas colônias espaciais.
Imagine só o que aconteceria numa guerra em que ao invés de tanques, aviões, navios ou submarinos fossem utilizados robôs como esse, que além de possuir um arsenal devastador (o trabuco do cara diz tudo, né?) ainda pode virar uma nave e viajar através do espaço sideral.
É bom nem pensar. Ou melhor, é bom pensar sim, ou alguém tem dúvidas que daqui a uns 40 ou 50 anos os japas vão conseguir construir robôs como esse para defender Tóquio de invasões alienígenas ou de loucos como Kim Jong-il, o ditador da Coréia do Norte. Você duvida? Eu não!
O bom é que, para variar, o Gundan Wing, assim como outros robôs já citados, é pilotado por um garoto chamado Heero Yui, que foi treinado desde pequeno para isso.
Me pergunto seriamente se no Japão não existe estatuto da criança e do adolescente ou leis contra o trabalho infantil.
O mundo é realmente muito cruel. Eles sacrificaram a infância deles para que pudéssemos ter a nossa. Meo Deos!
Mas enfim, por fazer parte da série de maior sucesso no Japão sobre robôs gigantes, por passar uma mensagem sobre o quão estúpidas são as guerras e pelo visual show de bola, Gundan Wing abocanha o sexto lugar!
5º lugar: Deus Jiray
O que pode ser mais incrível e chamar mais atenção que um robô gigante?
A resposta: um robô gigante samurai espacial protetor de um tesouro milenar!!!
Por essa nem vocês esperavam, hein?
E nem quem era fã de Jiraiya nos áureos tempos da TV Manchete, podem ter certeza.
Lembro bem que a maior curiosidade para quem curtia as aventuras do incrível ninja era saber o que danado seria o tão propalado e disputado tesouro de Pako.
Eis que, nos últimos episódios da série, as duas metades da inscrição do tesouro são unidas, mas ao invés de Pako, surge o imponente Deus Jiray, nada mais, nada menos que o robô gigante do herói!
A mulecada foi ao delírio, afinal, se outros heróis podiam ter um gigante metálico de estimação, porque nosso querido ninja não? Ora mais!
Justiça feita, Jiraiya não conta conversa e inaugura o robozão lutando contra o Monstro Feiticeiro, que logo tomba ante o poderio do samurai de lata.
Puto da vida, Dokusai usa o poder dos ninjas do império mortos por Jiraiya, que ele havia reunido, para ficar gigante também (lóoogicooooo, quem não pensaria nisso, né?).
Contudo, nem mesmo essa macumba desesperada adianta muita coisa, já que Dokusai não apenas leva uma senhora surra do robozão samurai, como de quebra, vê o efeito de sua mandinga se dissipar e ele acaba voltando ao seu tamanho normal.
Logo em seguida, leva outra sova, desta vez do próprio Jiraiya, que o derrota de uma vez por todas, mostrando assim quem era o maior ninja do pedaço. Bem feito para ele deixar de ser corno!
Um fato que chama a atenção é que tanto Deus Jiray, como a armadura de Jiraiya e a espada olímpica vieram de outro planeta. Pensando nisso, não seria demais supor que, na realidade, os samurais e os ninjas também tivessem origem extraterrestre, ou seria todo o povo nipônico? Seriam os japoneses astronautas?
Vamos combinar que explicaria muita coisa, né?
Enfim, o importante é que um robô pilotado pelo Jiraiya, que fez Dokusai beijar a lona e que tem um look tão maneiro, não poderia deixar de ter seu nome gravado aqui. Quinto lugar para o gigante samurai de metal!
4º lugar: Os três robôs gigantes dos Flashman
É isso mesmo! Temos um empate triplo na quarta posição!
Bem pudera, afinal os três grandalhões do planeta Flash tiveram a árdua missão de enfrentar os monstros mais terríveis que já deram as caras em uma série super sentai (ao menos por aqui na terra de Vera Cruz). Estou me referindo as abomináveis crias do Império Mess!
O primeiro dos três robozões a aparecer foi o poderoso Flash King, que seria, digamos assim, o robô titular dos Flashman. Ele era formado da união entre o Tanque Comando, o Ômega Craft e o Delta Craft, que ficavam dentro da nave Star Condor.
Além do visual totalmente excelente do grandão de metal, uma coisa que chama atenção é que, ao contrário da maioria dos robôs gigantes das séries japonesas, ele não tem aquela velha “cara de tacho”, pois parece sempre estar irado com alguma coisa, o que é muito bom quando se quer evitar que monstros gigantes borrachudos pisem em maquetes de isopor!
Contudo, antes do meio da série, Flash King se depara com o mostrengo Za Sconder, que foi criado pelo filho da mãe do caçador espacial Kaura. No embate, mesmo se valendo do Hiper Cosmic Laser, o robozão leva a pior e acaba destroçado.
Não apenas os Flashman, mas todos que acompanhavam a série ficaram se perguntando e agora, José?
Nunca em uma série do gênero, tínhamos visto algo parecido e a galera do mal já achava que tava tudo resolvido, que tava tudo dominado.
E eis que surge o Titan Flash, um caminhão gigante que foi trazido para Terra por Barak (não o Obama, lógico) um ex-serviçal do Império Mess que se aliou ao povo do planeta Flash (Flashnianos?).
De posse dele, os Flashman não ganharam um, mas dois robôs novinhos em folha. O primeiro deles, que corresponde a parte da frente do caminhão, é o Titan Jr, o robô mais fofinho e serelepe de todos os tempos e que lutava com os monstros como quem estivesse brincando. Era muito show!!!
Ele faz o diabo com o tal Za Sconder (e com outros posteriormente), mas mesmo assim ainda não é capaz de derrotá-lo.
É quando os Flashman pegam ar e decidem partir para a ignorância. Unem o Titan Jr com a carroceria do Titan Flash e assim surge o Gran Titan, um robô do tamanho das duas torres gêmeas do World Trade Center uma em cima da outra!!!
Foi engraçado ver a cara de fudeu que fizeram os membros do Império Mess quando viram o tamanho do mega robô, que apenas com uma rajada do Cosmo Flash vaporizou o monstro deles.
E para piorar as coisas pro lado dos alienígenas lazarentos, o Flash King acaba sendo reconstruído, o que fez dos Flashman o primeiro grupo de heróis coloridos a ter mais de um gigante de metal. Hippie, hippie, hurrraaa!
Por tudo isso, eles estão, com perdão do trocadilho, brilhando no quarto lugar!
3º lugar: Change Robô
Muito antes do trio de robozões dos Flashman terem aportado no planeta Terra (leia-se Japão), um certo robô com cabeça de caneta Bic vermelha já chutava o traseiro fétido de monstros espaciais fanfarrões.
Estou me referindo, claro, ao grandalhão de metal dos Changeman, o Change Robô!
Ele era formado pela união do Jet Changer 1(um super jato), Heli Changer 2 (o helicóptero com o design mais louco já criado) e o Land Changer 3 (um super tanque), que ficavam comodamente guardados na base Shuttle (um cópia bombada dos ônibus espaciais americanos).
Não sei se era porque era o robô gigante de um grupo que tinha a alcunha de esquadrão relâmpago, mas o fato é que as crias do Império Gozma (sim, eles eram realmente nojentos) não duravam muito nas mãos do robozão.
Seria porque ele era muito foda ou pela total incompetência da trupe do Rei Bazoo?
Talvez essa seja uma daquelas perguntas que jamais tenhamos resposta e sinceramente, não perco noites de sono com isso.
Não mais...
Um dos momentos mais burlescos da série era quando os Changeman estavam no cockpit do Change Robô e se preparavam para desferir o golpe final nos monstrengos, o Super Thunderbolt. Simplesmente, o Change Dragon apertava um botãozinho, empurrava duas alavancas e fazia uma coreografia com as mãos, que se traduzia num complexo movimento do robô.
Butãozinho arretado esse, hein?
Sem falar é claro, que para desferir tal golpe, ele utilizava o escudo e a espada relâmpago, que, sabe-se Deus como, se materializavam sempre que necessários. Algo que, por sinal, era extremamente comum em seriados do gênero.
Mas o fato principal, que justifica a posição do cabeça de giz de cera, foi que ele só foi completamente derrotado pelas mãos do próprio Rei Bazoo, que na verdade era um planeta vivo (literalmente!).
Assim, ele não apenas merece o título de robô gigante mais durão das séries super sentai, como também, a medalha de bronze por aqui!
2º lugar: Optimus Prime
Uma lista de robôs gigantes que se preze jamais estaria completa sem a presença de algum membro da maior franquia americana do gênero.
E quando estamos falando de Transformers, a primeira imagem que vem a mente da maioria das pessoas é daquele caminhão azul e vermelho que vira um robozão. Como é mesmo o nome dele? Ah, sim! Optimus Prime!
Optimus Prime ou Líder Optimus (para a galera que via o desenho nos anos 80), veio do planeta Cybertron, um planeta cibernético e outrora pacífico, habitado por robôs autônomos gigantes detentores de um poder bélico que poderia facilmente pulverizar nosso planetinha milhares de vezes num piscar de olhos.
Esses habitantes eram divididos basicamente em duas facções, os Autobots e os Decepticons, que possuíam uma rixa que já durava alguns milhares de ciclos estelares.
Guerra vai, guerra vem, Cybertron acaba sucumbindo em meio ao conflito (o que mais poderia acontecer, né?). Nisso, os sobreviventes partem para o espaço em busca do All Spark, um objeto que dá vida as máquinas e pode criar novos mundos.
Dou um doce para quem adivinhar aonde esse troço veio cair...
Chegando aqui atrás do All Spark, os Autobots e os Decepticons dão continuidade ao seu conflito para ver quem ficaria com o precioso artefato. Para não dar muito na cara, se é que isso é possível em se tratando de robôs gigantes, eles adotam formas alternativas. Os Autobots, em sua maioria, se transformam em veículos comuns, enquanto os Decepticons são, geralmente, naves ou veículos bélicos.
Como se não bastassem as guerras já existentes entre os humanos, ainda me chegam robôs alienígenas gigantes para ferrar tudo de vez! Pode um negócio desses?
O fato é que Optimus, o grande líder dos Autobots, se destaca por sua bravura, seu senso de justiça, seu caráter, seu poder de liderança e seu apreço por todas as formas de vida!
Contudo, quando é para brigar com os asseclas de Megatron, ele usa toda sua força e poder. E geralmente quando isso acontece, pode ter certeza que muitos Decepticons viraram ferro velho...
Ele é praticamente a versão robótica de William Wallace!
O cara não é só super gente fina...digo, um robô gigante de ótima índole, como também tem um modo alternativo muito maneiro, um caminhão Piterbilt com uma pintura metalizada du caralho! Lincoln Falcão iria adorar pilotar o líder dos Autobots!
Dessa forma, apesar de estar em busca do All Spark, Optimus Prime, o transformer mais legal de todos os tempos, encontrou aqui a medalha prata!
E, falando sério, ele só não ficou em primeiro lugar por conta do...
1º lugar: Daileon
...GIGANTE GUERREIRO, DAILEOOONNN!!!!!!!!!!
Eu duvido que exista algum moleque que vivenciou os anos 80 e nunca tenha chamado pelo gigante de metal do Jaspion! Ele era simplesmente o que existia de mais moderno em termos de robô gigante na época!
Daileon não era apenas um robô gigante comum (se é que robôs gigantes podem ser comuns), ele foi o maior Transformer de todos os tempos, já que ele virava uma mega nave, que não apenas servia como máquina de combate, como também era a casa do Jaspion!
Pense só, era lá que ele guardava o Gaibin Tanque, o Gaibin Jet, a Allan Moto Space e onde ficava curiando o orkut dos outros heróis japoneses quando não estava combatendo os servos de Satan Goss.
Fico pensando como era útil e cômodo para ele não ter que pagar IPVA, IPTU, conta de água, luz, telefone, internet e combustível, ou alguém lembra de algum episódio em que Jaspion para em um posto de gasolina? Isso me faz pensar que ele foi o maior sonegador de impostos de todos os tempos entre os heróis nipônicos!
Ou talvez isso tenha sido apenas um incentivo fiscal que o governo japonês concedeu para evitar que o país se tornasse um monte de entulhos de isopor e resina por conta de caras vestidos em roupas de plástico.
Outro fator que diferencia Daileon dos demais robôs é seu fácil controle, porque o que Jaspion fazia apenas mexendo aquelas duas alavanquinhas era algo extraordinário! Penso que até Miya, aquele cruzamento de Teletubbie com Pokémon, conseguiria pilotá-lo.
Sem falar que o gigantão tinha sua própria trilha sonora, ou alguém não lembra da velha musiquinha que tocava toda vez que ele dava o ar da graça? O cara tussiu, o cara tussiu...
Mas era na hora da porrada que Daileon mostrava quem era o maioral. Ele se valia quase sempre da força bruta para detonar as abominações que apareciam no pedaço em todo santo episódio (sim, eu sei que era para poupar efeitos especiais, mas, quem liga?).
Apenas na luta final contra Satan Goss (a versão gigante japonesa do Darth Vader), ele utiliza a espada do Pássaro Dourado para derrrotar o pai do MacGaren e mandá-lo para o quinto dos infernos!
Então, assim sendo, não tinha como o gigante guerreiro não ficar com o ouro, não é mesmo?
Ah, sim! Parabéns a você que se deu ao trabalho de ler tudo isso! Mas, vamos combinar que, um post sobre robôs gigantes só poderia ficar grandão também, concorda?
Falando nisso, o que achou da lista? Qual o seu gigante de metal preferido ou qual você acha que foi, injustamente, esquecido? Já que ainda tá por aqui, comente e dê sua opinião!
Se tem algo que curto fazer de vez em quando é ver um bom documentário, principalmente quando ele trata de um tema interessante, que nos toca e faz refletir sobre a realidade e questões que afligem o mundo.
E, certamente, Apertando a mão do demônio (Shake Hands with the Devil: The Journey of Roméo Dallaire, no original) é um desses documentários.
Ele mostra os percalços e as memórias que o general das Forças Armadas Canadenses, Roméo Dallaire, enfrentou ao retornar à Ruanda dez anos após ser da Missão de Assistência das Nações Unidas para Ruanda (UN Assistance Mission for Rwanda - UNAMIR) antes e durante o confronto étnico entre Tutsis e Hutus de 1994, que posteriormente seria conhecido como genocídio de Ruanda, com mais de um milhão de mortos.
Os acontecimentos narrados chamam nossa atenção sobre até onde pode chegar a crueldade e a violência humana. Milhares de pessoas mortas num massacre estúpido, como, aliás, são todos os massacres. Tudo isso ocasionado pela intromissão e omissão dos países considerados “desenvolvidos”.
O triste preço da intolerância: milhares de vidas ceifadas
Intromissão, por ocuparem um país, como fizeram primeiro os alemães e depois os belgas, e fazerem de sua população apenas cartas facilmente descartáveis na mesa do capitalismo cruel e desumano característico de nossos tempos e por tentarem justificar através da ciência, que deveria promover o desenvolvimento da humanidade, diferenças étnicas absurdas, baseadas em conceitos obtusos e sem nexo.
Omissão, por não tentarem impedir uma hecatombe iminente, ocasionada e patrocinada por eles mesmos. O que importava para indústria armamentista se seu produto iria vitimar alguns milhares de negros num país que ninguém sabe apontar num mapa? Quem ligaria? Quem iria intervir?
Talvez a Igreja Católica famosa por sua omissão em grandes massacres da humanidade? Ou quem sabe os americanos, com seu espírito de soberba supremacia e que sempre costumam intervir em conflitos quando estes são do seu interesse? Melhor ainda, a ONU, órgão criado para promover a “paz e união dos povos”?
Roméo Dallaire, comandante das tropas de paz das Nações Unidas na época, com certeza refutaria todas essas opções, já que todas negaram qualquer ajuda para se evitar os tristes acontecimentos ocorridos em Ruanda entre 1993 e 1994. A força que ele comandava não tinha ordens, nem recursos e ele se viu sozinho em meio a uma guerra que não era dele, mas que ele queria evitar.
Valendo-se de último recurso, ele quis mostrar através da mídia o que estava acontecendo em Ruanda para todo o mundo, com a esperança que algum país ou entidade internacional se sensibilizasse com o sofrimento, o desamparo e a crueldade a que a população deste país era submetida. Infelizmente, o máximo que conseguiu foram algumas notas de rodapé e citações em alguns jornais.
Roméo Dallaire: Ele foi a consciência do Mundo
Tudo isso nos leva a pensar, qual a função da ONU e dos órgãos que se propõem a promover a paz no mundo? São apenas entidades de fachada a serviço dos interesses das potências mundiais ou são incapazes de exercer sua função por não poderem ir contra esses interesses?
Seja como for, esse massacre em Ruanda foi mais um ocorrido no século XX e nos faz pensar se esse tipo de acontecimento faz parte do desenvolvimento da humanidade, como alguns teóricos professam, ou se ela está perdendo seus valores em prol de um desenvolvimento questionável e muitas vezes injustificado.
Por fim, situações como essa só poderão ser erradicadas de um único modo: trabalhando contra a pobreza, na defesa dos direitos humanos, fazendo com que os homens passem a respeitar as diferenças existentes entre os povos e vejam que, apesar das fronteiras políticas, formamos todos uma única raça: a raça humana.
E já que o século XX foi o século dos genocídios, vamos fazer do século XXI o século da humanidade.
Um talento nato jamais visto até então no mundo da música e do entretenimento.
Faltam adjetivos para definir a grandeza do ídolo e agora mito, Michael Jackson.
Vindo de uma humilde família de Gary no estado de Indiana, Michael Joseph Jackson era o sétimo dos nove filhos de Joseph e Katherine Jackson.
Aos cinco anos, já mostrava vocação musical. Aos onze, tornou-se profissional e junto com seus irmãos Jackie, Tito, Jermaine e Marlon formaram os Jackson Five, que fizeram um enorme sucesso na década de 60.
Tanto sucesso, que não apenas rendeu milhares de discos vendidos, como também, um desenho animado, que mostrava as aventuras do quinteto entre seus shows.
Desenho esse que passou na extinta TV Manchete nos anos 80 e que com certeza, marcou a infância de muita gente, com suas músicas pegajosas e efeitos psicodélicos.
Contudo, o grupo já não comportava as ambições e a genialidade do pequeno Michael, que a essa altura já havia lançado alguns trabalhos solos em paralelo com os Jackson Five.
Em 1979, ele se lança em sua carreira solo e ao lado do produtor Quincy Jones, dá início a uma das parcerias mais bem sucedidas da indústria fonográfica. O resto é história, como se diz.
Milhões e milhões de discos vendidos, agenda de shows lotada, clipes, filme, games, rios de dinheiro, rosto estampado nos quatro cantos do globo. Parecia que o planeta cabia na palma da mão do agora ícone, Michael Jackson.
Se atualmente Justin Timberlake é considerado o grande Showman, Michael Jackson foi o inventor do Show Business como o conhecemos hoje.
Ele não “apenas” cantava, dançava e empolgava as platéias. Ele era compositor, produtor, diretor, escritor, ator e responsável pela publicidade de sua carreira (tanto pelo lado positivo, como pelo lado negativo), em suma, um artista completo.
Com suas coreografias ousadas e sua enorme criatividade, ele revolucionou o modo de fazer clipes, transformando-os em verdadeiros curtas-metragens musicados.
Contudo, sua vida não foi um conto de fadas como ele mesmo pretendia que fosse.
Problemas de saúde, abusos sofridos na infância, transformações físicas, escândalos, acusações de pedofilia e excentricidades foram constantes e acabaram por marcar toda sua vida e carreira.
Entretanto, prefiro guardar comigo o legado do artista e de suas canções inesquecíveis, que fizeram parte de minha infância e adolescência, assim como da de milhões de pessoas no mundo.
Eu sei que muitos irão continuar a discutir se Michael Jackson era um cara do Ben ou se ele era Bad e Dangerous, como muitos afirmam categoricamente. Muitos irão continuar a questionar se ele eraBlack or White.
Mas, a verdade é que, sua vida foi um grande Thriller, marcado por altos e baixos, assim como é a vida de qualquer pessoa.
E mesmo parecendo ser Invincible, ele nos deixou e a essa altura deve estar fazendo seu Moonwalk junto às estrelas.
P.S.: Tava com saudades desse espaço e principalmente de vocês, queridos leitores!
Sou viciado em séries, maníaco por cinema, vidrado em quadrinhos, amante da literatura e, como todo bom brasileiro, apaixonado por futebol. Não bastasse isso, ainda sou historiador por formação, jornalista por pretensão e filósofo de ocasião.
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